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12

Jul

2017

Missa Nova do Pe. Ângelo Santos | A primeira. A última. A única.

O Padre Ângelo Santos, um dos sacerdotes recém-ordenados, celebrou a sua “Missa nova” no passado domingo, acompanhado por familiares, pelos dois outros neo-sacerdotes e por muitos amigos que se juntaram a ele par dar graças ao Senhor e celebrar a alegria. A celebração decorreu no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Os bancos da igreja estavam todos ocupados pelos fiéis quando, às 17h do último domingo, o Padre Ângelo Santos entrou naquele Santuário acompanhado pelos Padres Diogo Rodrigues e Luís Rafael, com ele ordenados há uma semana, e outros sacerdotes. Presentes estiveram também o Comissário da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, Dr. Manuel Teixeira, bem como o Presidente da Câmara de Lamego, Eng. Francisco Lopes, acompanhado pela esposa, e o Vice-Presidente daquela edilidade, Sr. José Pinto.

Habitualmente a “Missa nova” é celebrada na paróquia de residência, mas, atendendo à proximidade, a opção recaiu neste Santuário, em vez da igreja paroquial de Vila Nova de Souto d’El Rei. Mas a paróquia empenhou-se devidamente na preparação deste singular acontecimento, que viveu com alegria. Prova disso foi a presença e o desempenho do grupo coral que tão bem desempenhou a sua missão.

 

No início da Eucaristia, o seu pároco, Cón. Joaquim Assunção Ferreira, saudou todos os presentes, em particular o novo sacerdote, a quem convidou a ser fiel ao Senhor e a empenhara-se, sem descanso, no serviço aos outros, cumprindo a grande missão para que foi ordenado.

Na homilia, o Pe. Ângelo começou por fazer referência ao convite que Madre Teresa de Calcutá sempre fazia aos sacerdotes que celebravam nas suas casas, assumindo o desejo de querer responder ao apelo ao longo da sua vida: “Celebra cada Eucaristia como se fosse a primeira. Celebra cada Eucaristia como se fosse a última. Celebra cada Eucaristia como se fosse a única”. Depois fez referência ao “coração trespassado” que o teólogo K. Rahner apontava como característica do sacerdote, o que lhe permitirá ser próximo (siamês) dos outros. Esta realidade pode ser experimentada todos os dias, não apenas nas celebrações com e pelo povo, mas também na atenção e disponibilidade para acompanhar os mais frágeis das comunidades onde vive a missão.

O habitual beijar das mãos ungidas do neo-sacerdote foi vivido no final da celebração eucarística, mas, antes disso, os neo-sacerdotes foram convidados, pelo Reitor daquele Santuário, a assinar o respectivo livro de honra.

Nas salas do antigo Hotel Parque, a família do Pe. Ângelo preparou umas mesas cheias de iguarias que ofereceu a todos.

 

JD, in Voz de Lamego, ano 87/35, n.º 4420, 11 de julho 2017