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19

Jul

2017

Missa Nova do Pe. Diogo Rodrigues | Mazes - Lazarim

No passado domingo, 16, a comunidade de Mazes, da paróquia de Lazarim, engalanou-se para celebrar a fé e participar na “Missa Nova” do seu filho Diogo.

O belo espaço que congrega para outras festas, fez jus ao horizonte largo que oferece e abriu-se para a primeira missa do Pe. Diogo. À volta do altar da celebração e contemplando esse outro altar que é a natureza, foi possível experimentar a presença do nosso Deus, “pois na grandeza e na beleza das criaturas se contempla, por analogia, o seu Criador (SB 13, 5). A natureza e cada pessoa que ali se encontrava, em serena alegria, permitiram, por transparência, encontrar o Nosso Senhor.

Na profunda admonição, o pároco, pe. Agostinho Ramalho, levou-nos pelas estradas da Palavra de Deus e pelo Caminho da vida do recém-ordenado sacerdote. A vida familiar e os seminários merecerem a relevância que todos os sacerdotes sentem e a Palavra de Deus foi luz e guia do momento. Assinalo apenas a feliz analogia a partir de Mateus 6, 2, que coloca Mazes ao nível de Belém e o pe. Diogo ao nível de Miqueias. Esta terra e este jovem são certamente lugar de Deus. Afirmou ainda o sacerdote, em tom de recomendação: “A vida de sacerdote não é fácil, mas bela.” Alertando desta forma para noites mal dormidas e pescas aparentemente pouco conseguidas. Talvez nos faça falta uma certa “pastoral do insucesso”.

 

Na homilia da Missa, o sr. pe. Diogo convidou-nos e propôs-se a ser terra boa, arável e fértil, onde a semente que é a Palavra de Deus encontre condições favoráveis para germinar e frutificar. Os modelos abundam, mas não deixou de destacar a Mãe de Jesus, Nossa senhora, os apóstolos, os discípulos e tantos santos que “irrigaram a Palavra com o seu próprio sangue”.

Atualizado o sacrifício de Jesus “por nós e por todos”, o pe. Diogo teve oportunidade de agradecer aos que o ajudaram a concluir os seus estudos e lhe deram a graça de ser sacerdote. Desde logo “o nosso Bom Deus”, passando por todos os familiares, amigos e sacerdotes que não pouparam esforços para que este momento e a vida que agora inicia tenha a dignidade e densidade que Jesus espera dos que o seguem em tão apertado caminho.

Que bom foi sentir o elevado valor da graça oferecida e a apresentação do seguimento como “preço a pagar” (Bonhoeffer). A vocação, um sim contínuo, passará agora pela entrega ao Povo de Deus, a quem o sr. padre será enviado para levar o “Cordeiro Pascal”. Que na nossa pequena diocese, com tantos sacerdotes e tão poucos fiéis leigos, encontres sempre quem esteja ao teu lado, te ajude e te recorde que a fidelidade é a palavra que melhor rima com felicidade.

A alegria que deixaste transparecer neste dia te acompanhe em toda a tua vida.

JG, in Voz de Lamego, ano 87/36, n.º 4421, 18 de julho 2017