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21

Jul

2017

Jubileu do nascimento da Beata Clara do Menino Jesus

Pioneira da pastoral social em Portugal

A comunidade das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição promoveram uma celebração para assinalar o início do Jubileu de nascimento da sua fundadora (1843 – 2018), Beata Maria Clara do Menino Jesus. A cerimónia teve lugar no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Lamego, no passado dia 15 de julho.

A presença e acção destas Irmãs na nossa diocese tem já muitos anos. Entre nós destacaram-se no apoio aos doentes e, segundo D. Jacinto Botelho, o nosso bispo emérito que presidiu à Eucaristia, o hospital de Lamego foi o primeiro, em Portugal, a contar com a presença e colaboração das Franciscanas Hospitaleiras. E quem se não lembra da sua presença no Lar de Idosos de Arneirós? Mas a sua acção estendeu-se também à formação, nomeadamente através do Colégio da Imaculada Conceição que, depois de passar para outros proprietários, encerrou as suas portas.

Na homilia, D. Jacinto apresentou alguns dados biográficos da Beata Maria Clara que, ainda muito jovem se decidiu a seguir o Senhor como consagrada. Vencendo as vicissitudes da vida e ultrapassando os obstáculos que o regime político de então colocava a este estilo de vida, Maria Clara tomou o hábito das Capuchinhas e professou num convento, em França, em 1871. E foi já como religiosa Capuchinha que empreendeu uma reforma que levou ao aparecimento da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC).

Para lá de louvar e agradecer todo o trabalho e testemunho desta Congregação na nossa diocese, D. Jacinto recordou o lema da Fundadora: “Onde houver o bem a fazer que se faça”. E é no âmbito da vivência deste lema que o nosso bispo emérito apresentou a Beata Maria Clara como a pioneira da pastoral social em Portugal.

Após a comunhão, algumas jovens encenaram uma singela representação, enquanto se ouvia um cântico que enaltecia o exemplo da “Mãe Clara”.

Uma religiosa presente, em nome de todos os consagrados da nossa diocese, entregou um ramo de flores à Superiora desta comunidade franciscana (formada por cinco religiososas) que, nos últimos anos, tem assumido a importante missão de acolher os peregrinos e de zelar pelo espaço e pela liturgia deste Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, onde residem.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/36, n.º 4421, 18 de julho 2017