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28

Jul

2017

Visita Pastoral à Paróquia de São João de Fontoura

SÃO JOÃO DE FONTOURA ENTROU NO CORAÇÃO DO SENHOR BISPO,

O SENHOR BISPO ENTROU NO CORAÇÃO DO SÃO JOÃO DE FONTOURA

Foi um momento de reafirmação da fé e de fortalecimento da comunhão paroquial a visita que levou D. António José da Rocha Couto a São João de Fontoura nos dias 21, 22 e 23 de Julho.

Dispersa por um território que sobe de Porto de Rei até Forjães e se estende de Poçarro até às Víduas, a paróquia é aconchegada pelas águas do Douro e sacudida pelos ventos que sopram das serranias.

O senhor Bispo quis estar com todas as pessoas passando pelos locais onde elas vivem e pelos lugares onde elas rezam. Exercitou, assim, um conhecimento presencial da realidade, alimentado pela fé e fortalecido pelo coração. Como o coração vê muito mais que os olhos, o senhor Bispo, ao chegar, entrou rapidamente no coração de São João de Fontoura. E pode dizer-se que São de Fontoura entrou, também rapidamente, no coração do senhor Bispo.

A visita iniciou-se, na tarde de sexta-feira, dia 21, com uma ida à Igreja Paroquial, dedicada a São João Baptista. O Pároco, Cónego Manuel Esteves Alves, inteirou o senhor Bispo das intervenções que, ao longo dos anos, têm sido realizadas no templo. Seguiu-se o encontro com os doentes. As casas já estavam abertas e os corações emoldurados por um sorriso entrecortado com lágrimas de reconhecimento e comoção.

A todos o senhor Bispo levou o Corpo — e a ternura — de Cristo. Era a primeira vez que o senhor Bispo os encontrava. Mas mostrou que, desde há muito, com todos estava, tal foi o clima de familiaridade que se gerou. Esta «pastoral do coração» é o corolário de uma cada vez mais necessária «pastoral da visitação». O coração humano continua receptivo ao encontro com Cristo vivo.

A presença do senhor Bispo em muitas casas — e junto de não poucos leitos — tonificou certamente vidas tantas vezes amassadas pelo peso da solidão.

À porta dos locais de culto, havia muita gente de pé e muitas flores no chão. O senhor Bispo fez questão de conhecer a idiossincrasia da vivência da fé deste povo.

Nas capelas de Fonseca (Nossa Senhora da Ajuda) e da Quinta do Bairro (São José), distribuiu o Sacramento da Santa Unção, que ele descreveu sempre como uma «carícia de Deus». Sensibilizado pelo calor da recepção, o senhor Bispo ia convidando as pessoas a visitá-lo também na Casa Episcopal, em Lamego.

Ao chegar ao ponto mais alto da freguesia, a temperatura já estava mais baixa porque a noite tinha caído. Mais do que cumprir horários, o importante foi cumprir a missão de pisar caminhos e de estar com as pessoas.

O povo de Forjães estava à espera para apresentar ao senhor Bispo a Capela de Santa Bárbara, completamente transfigurada. As obras de melhoramento terminaram nesse mesmo dia. A celebração eucarística foi, por isso, o mais belo corolário de tanto — e tão abnegado — trabalho.

O Pároco estava agradecido à colaboração do seu povo. O povo estava reconhecido à capacidade de iniciativa do seu Pároco, que tem feito relevantes obras de beneficiação em todos os centros de oração.

A jornada de sexta-feira terminou já às primeiras horas de sábado. Neste dia 22, o primeiro encontro ocorreu na Capela de Covelas (Nossa Senhora dos Remédios).

A celebração da Santa Missa incluiu, de novo, a Santa Unção. O mesmo viria a acontecer na Capela de Nossa Senhora da Guia. Ao chegar a esta última, o senhor Bispo foi recebido na sede da Junta de Freguesia.

O senhor Presidente, Jorge Duarte, fez uma saudação em que manifestou a alegria de toda a população pela presença do senhor Bispo. Ao mesmo tempo, sumariou os projectos que a Junta tem desencadeado, destacando sobretudo as acções de natureza social. Obsequiou, depois, o senhor Bispo com algumas lembranças avultando uma cesta com cerejas, o «cartão de visita» desta terra.

Presentes nesta recepção estavam, além do executivo, a Associação de Emigrantes, o Grupo de Bombos e a Associação de Solidariedade «Padre Antonino Pinto Duarte», que tiveram oportunidade de descrever as suas realizações. No interior da Capela, o senhor Bispo manteve um encontro com as crianças da Catequese e com os Crismandos. Após a Santa Missa e a Santa Unção, houve uma sentida romagem ao cemitério, que fica mesmo ao lado da Capela.

Este segundo dia terminou com um encontro com o Conselho Económico e Agentes da Pastoral. A todos o senhor Bispo agradeceu o trabalho e a dedicação, não deixando de incentivar o incremento da «pastoral da visitação» junto dos que vivem sós. O terceiro — e último — dia começou por uma saudação, feita por uma criança, que ofereceu ao senhor Bispo um viçoso ramo de flores. Ao som de um cântico festivo, o cortejo processional seguiu para a Igreja. Na homilia, explicando as parábolas do Evangelho proclamado (do trigo e do joio, do grão de mostarda e do fermento), o senhor Bispo apelou à prática contínua do bem: «Fazei sempre o bem. Ou, melhor, deixai que Deus faça sempre o bem através de vós».

Foram, depois, crismadas quase trinta pessoas, apresentadas pelos respectivos padrinhos. O grupo coral, orientado pelo Pároco, acompanhou toda a celebração com o canto. No final, o senhor Cónego Manuel Esteves Alves agradeceu, muito penhorado, a visita do Pastor Diocesano. A Paróquia ofertou ao senhor Bispo um quadro com as suas «armas episcopais», onde se incluía a inscrição «Vejo um ramo de amendoeira» (Jer 1, 11).

Todos os presentes foram convidados para um convívio na Casa da Obra, na Massorra. O senhor Bispo cortou a primeira parcela de um grande bolo comemorativo.

E foi assim que o encontro com Deus fermentou reencontros entre as pessoas. Foi um grande — e muito belo — momento de fé, comunhão e alegria. Já sentimos saudade e continuamos a ver passar por nós caudalosas torrentes de felicidade. Pelo que se ouvia — e via —, pode concluir-se que muita coisa será diferente na vida desta (boa) gente. Quando a fé se apega, a felicidade nunca se apaga!

JAPT