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05

Out

2017

Abertura do Novo Ano Pastoral 2017-2018

VAI, E FAZ TU TAMBÉM DO MESMO MODO

 

A abertura do novo ano pastoral aconteceu no último sábado de Setembro, dia 30, no Seminário de Lamego, com a apresentação da Carta Pastoral de D. António Couto e a distribuição da planificação anual. E foram muitas as dezenas de diocesanos que estiveram presentes e escutaram o nosso bispo repetir o convite de Jesus:  “Vai e faz tu também do mesmo modo!”

O auditório do Seminário ainda não está devidamente concluído, mas já deu para ver como vai ficar: mais lugares, mais comodidade, melhor visibilidade… E encheu-se por completo com representantes de muitas comunidades cristãs da nossa diocese, algumas acompanhadas pelos seus párocos, para escutarem o convite e aceitarem o envio.

Testemunhar a caridade


Na sequência dos anos anteriores, a temática deste ano é resumida no convite que Jesus faz ao doutor da lei que o interroga, após a narração da parábola do bom samaritano: “Vai e faz tu também do mesmo modo!”. Deste modo, procurando edificar comunidades coerentes e fiéis ao Evangelho, a meta geral do plano propõe “Assumir e testemunhar a caridade como dimensão fundamental da vida cristã. Abrir-se aos desafios de ordem pessoal e comunitária inerentes à sua prática”.

A suportar o plano agora proposto, resultado da participação alargada de muitos que reflectiram e sugeriram, encontramos a Carta Pastoral do nosso bispo, encimada pelo já citado convite do Mestre ao doutor da lei.

 

O exemplo do samaritano

 

A conhecida e muito comentada parábola do “bom samaritano” oferece o quadro de fundo a toda a Carta, ocupada em recordar-nos o amor de Deus por cada um de nós e a urgência em vermos o outro, sem medo de nos aproximarmos.

Numa época em que o preconceito afasta e “passar ao lado” se afigura, muitas vezes, como o mais fácil e apetecível, o exemplo do samaritano desinstala e provoca, ao mesmo tempo que que nos chama para o caminho e para o fazer. Não de qualquer maneira, mas para levar ao outro e cuidar dele com caridade. Afinal, este sempre foi o convite que recebemos: ir para encontrar e fazer o bem.

Protagonistas do tempo novo

 

O texto que D. António Couto nos oferece estará disponível para a leitura de todos e constituirá ponto de paragem a quantos querem viver em comunhão e de forma nova o ano pastoral.

Ali encontramos, de forma clara, o convite do nosso pastor, em jeito de pedido,  a “todos os diocesanos da Diocese de Lamego” para este tempo que precisa de “uma nova cultura, em que o ser humano, desde a sua conceção até à sua morte, não seja considerado uma coisa… mas um ser humano, único e irrepetível, filho amado de Deus”:

- “A todos peço a graça de promoverem mais alegria, mais caridade, mais fraternidade”;

- “ A todos peço a dádiva de uma mão de mais amor a todos os irmãos e irmãs que experimentam dificuldades e tristezas, dores, doenças, solidão, luto e cansaço”;

- “A todos peço que experimentemos a alegria de sairmos mais de nós ao encontro de todos, para celebrarmos o grande amor que Deus tem por nós e sentirmos a alegria da sua misericórdia infinita”.

Uma Igreja de sujeitos

 

Após a apresentação da Carta, um tempo de intervalo para um café e alguma conversa. No recomeço, os responsáveis pela Coordenação da Pastoral divulgaram algumas iniciativas previstas no plano, sublinhando, em particular, aquelas que serão vividas em conjunto.

Sem oportunidade para dar a palavra a todos os sectores, grupos ou movimentos, passaram diante de todos alguns responsáveis para divulgarem propostas das suas áreas. Foi assim que tomámos conhecimento de algumas iniciativas da Pastoral da Família, bem como da sua vontade em criar uma rede que congregue e articule as diferentes paróquias e zonas pastorais.

O mesmo aconteceu com os responsáveis pela Pastoral Juvenil, dispostos a congregar todos, a diversificarem e a deslocalizarem as iniciativas. Também a Presidente da Cáritas diocesana tomou a palavra para sublinhar uma acção e uma presença sempre oportunas, mesmo se pouco divulgadas. E assumiu o desejo de dar a conhecer esta realidade diocesana, ao mesmo tempo que se disponibilizou para apoiar e articular a acção caritativa com os grupos locais paroquiais.

O Departamento da Catequese está a renovar-se, mas já tem rostos e propostas calendarizadas que poderão ser uma ajuda na concretização desta importante missão paroquial, nomeadamente alargando-a a outras faixas etárias.

Por fim, antes do almoço que encerrou o encontro, a cerimónia do envio. Um jogral, construído a partir de ideias chave da Carta Pastoral, proporcionou um tempo de consciencialização para a missão e recordou a urgência de ir, de ver, de fazer, de não passar ao lado.

 

JD, in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4430, de 3 de outubro de 2017