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Ide e fazei discípulos (Mt 28, 19). Carta Pastoral do Sr. D. António Couto

O Sr. D. António José da Rocha Couto, através da Carta Pastoral para o ano 2013-2014, com data de 6 de Agosto de 2013, convida todos os fiéis da Diocese de Lamego a lançar-se em missão, numa “missão universal confiada a uma Igreja discipular, toda reunida à volta de um único Mestre e Senhor”, à semelhança dos primeiros discípulos, que “não ensinam, por isso, nada de próprio nem por conta própria, mas apenas ‘tudo o que Ele ordenou’.”

A partir do mandato de Jesus, “Ide e fazei discípulos” (Mt 28, 19), o Prelado de Lamego convida a Diocese a contemplar “a missão sem fim que é colocada diante dos nossos olhos, pois todas as nações são todos os corações”. Atingindo à raiz daquela expressão de Jesus reproduzida em S. Mateus (“mathêteúsate”), D. António Couto, dá-lhe nova cor, traduzindo-a por “indo, fazei discípulos”, e continua: “indo é não ficar aqui ou ali à espera.” “Implica a nossa participação diária n’Ele e na missão d’Ele. O seu nome, a sua identidade, é estar connosco”.

Mas Jesus, não nos manda apenas ir, mas também ensinar. Indo ensinando! E este “ensinando”, continua o Prelado de Lamego, deve ser “discipular, e não magistral”, pois “apela mais à nossa fidelidade do que à nossa autoridade e capacidade.” Daí que “só permanecendo Discípulos fiéis se pode ensinar”. De facto, “discípulo define o estilo de vida de quem segue com fidelidade o Senhor que nos preside e nos precede sempre”.

Citando palavras de Bento XVI, o Sr. D. António realça que “a construção da comunidade eclesial é a chave da missão” (Mensagem para o 84.º Dia Missionário Mundial, 2010). “Neste sentido - continua o Sr. Bispo - cabe aos Pastores velar pela harmonia dinâmica desta construção, acolhendo e orientando a colaboração de todos, pois ‘os Pastores não são apenas pessoas que ocupam um cargo’, mas ‘são responsáveis pela abertura da Igreja à acção do Espírito Santo’, que continua a suscitar e animar novos movimentos, novas formas eclesiais, novos métodos e novos rumos, nova Primavera no ‘inverno da Igreja’, quantas vezes surpreendendo e pondo em causa a excessiva confiança que pusemos nas nossas estruturas e programações, distribuição de poderes e funções.” (Bento XVI, Discurso no Encontro com os Bispo de Portugal, Fátima, 2010).”

A Carta Pastoral do Bispo de Lamego termina apelando a toda a Diocese para que escute “bem, com toda a atenção”, propondo o caminho delineado pela Conferência Episcopal Portuguesa na Nota Promover a renovação da Pastoral da Igreja em Portugal, de 11 de Abril de 2013. Este caminho começa em Jesus: “reúne-te à volta de Jesus, aprende a rezar e, com Jesus e como Jesus, vai com alegria e ousadia sempre renovadas à procura e ao encontro dos teus filhos e filhas”; passa pelo desprendimento e humildade: “reveste-te sem ostentação nem riquezas, mas com humildade e verdade com a ternura de Jesus Cristo”; e leva à missão, ao encontro e a uma verdadeira formação de todos os fiéis, quer sacerdotes, quer religiosos, quer leigos.

O Sr. D. António Couto termina com uma invocação à Beata Virgem Maria, “Mãe da Igreja e nossa Mãe, Senhora dos Remédios e de Fátima, ícone do primado da graça e da oração, do serviço humilde que gera laços de comunhão e de missão”, para que acompanhe a Diocese de Lamego “nos caminhos que agora nos propomos percorrer para sabermos melhor levar Cristo aos nossos irmãos e os nossos irmãos a Cristo.”

A Carta Pastoral foi apresentada aos Sacerdotes da Diocese de Lamego, na Assembleia do Presbitério que se realizou no passado dia 5 de Outubro e será publicada no Guião para o Ano Pastoral que será disponibilizado a toda a Diocese por ocasião do Dia da Igreja Diocesana.