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13

Mar

2017

D. António Couto apresenta livro de Mons. Arnaldo Cardoso

 

Dia 30 março 2017, pelas 16h00, no mosteiro de São João de Tarouca, apresentação do livro “Representações artísticas do Cântico dos Cânticos em Portugal”, tendo como interventor principal D. António Couto, Bispo de Lamego. O autor do livro é Mons. Arnaldo Pinto Cardoso, sacerdote originário da nossa Diocese. A Editora desta obra: Aletheia.

 

O AUTOR DA OBRA:

“Nascido em 1941 no concelho de Sernancelhe, Arnaldo Pinto Cardoso foi ordenado padre para a diocese de Lamego. Licenciou-se em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana e em Sagrada Escritura pelo Instituto Bíblico, ambos de Roma.

Dirigiu o Serviço de Pastoral do Secretariado do Episcopado, foi professor na Universidade Católica e conselheiro eclesiástico na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, sendo sócio da Academia Portuguesa de História.

De entre as obras da sua autoria incluem-se "A presença portuguesa em Roma", "O presépio barroco português", "A Bíblia dos Jerónimos" (coautoria com Martim de Albuquerque) e "Santuário da Lapa - História e tradição".

 

 

SOBRE A OBRA A APRESENTAR NAS PALAVRAS DO AUTOR:

«Os temas iconográficos têm a sua fonte no livro do Cântico, na imaginação do artista e na “moda” da época. Alguns temas tornam-se estereotípicos e repetem-se, tanto nas igrejas públicas como nas capelas privadas, por vezes sem legenda. No caso da azulejaria, isso impõe-se, a partir do séc. XVIII, nas figuras palacianas da época, nas paisagens e na simbólica, onde o profano parece emergir mais do que o sacro».

«Um dos enquadramentos mais frequentes é o do jardim, que parece tomar o tema bíblico do “jardim de delícias” como espaço ideal para os encontros do Esposo e da Esposa. Nesse jardim, todos os elementos da obra e do espaço se conjugam no objetivo de deleitar e edificar, tendo como objetivo  o canto do amor enquanto realidade humana e divina».

«Para a representação iconográfica do Cântico muito contribuiu a linguagem poética e sugestiva do livro (...). Sem dúvida, a força poética de todas estas imagens acabou por se projetar na reprodução de todo o imaginário fantástico, que contemplamos nos painéis de azulejos como um espaço de beleza e como uma lição  de vida».

FONTE: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura