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Instituições de Solidariedade Social: Que respostas na interioridade?

Num ano particularmente dedicado à caridade e ao cuidado humano a ter com os mais necessitados, ao jeito e à grandeza do Bom Samaritano, somos convidados – tal como o doutor da lei que na parábola interpela Jesus – a “ir e a fazer do mesmo modo” (Lc 10, 37).

Esta foi a razão nuclear que levou a Comissão Diocesana da Pastoral Social e Mobilidade Humana e o Departamento Diocesano da Pastoral Sócio-caritativa a organizarem uma manhã de formação sobre o trabalho desenvolvido e os desafios experienciados pelas Instituições Particualres de Solidariedade Social da nossa diocese. Num território significativamente desertificado e demograficamente bastante envelhecido, são as numerosas instituições sociais, espalhadas por toda diocese, que prestam um serviço de substancial envergadura no âmbito da assistência aos mais desprotegidos.

A formação tinha o começo previsto para as 9h30. Com uns ligeiros minutos de atraso, iniciou-se a sessão de abertura. O novo auditório do Seminário Maior estava praticamente cheio, com 150 pessoas presentes. Os partipantes eram essencialmente membros dos órgãos sociais e das equipas técnicas das IPSS’s, estando representadas 53 intituições diferentes, abrangendo todo o espaço da diocese de Lamego, desde Vila Nova de Foz Côa até Souselo.

A primeira intervenção coube ao Senhor Dom António Couto, que ao seu tão eloquente estilo quis ressalvar a necessidade urgente de chegarmos a todos no seu todo, enquanto pessoas, por vezes perdidos e esquecidos nos ‘quelhos’ da nossa interioridade.

A completar a sessão de abertura teve a palavra o Dr. Telmo Antuns, diretor do CDSS de Viseu, que soube reconhecer e agradecer o trabalho das instituições do distrito de Viseu, que abrange o território de três dioceses distintas, e deu destaque à estreita, proveitosa e necessária relação que a Segurança Social tem com a Igreja e ao imprescindível papel dos centros sociais paroquiais.

O primeiro painel da manhã, intitulado “Otimização das repostas sociais adequadas à interioridade”, foi da responsabilidade do Dr. Pedro Mota Soares, deputado à Assembleia da República, e moderado pelo Rev. Pe Amadeu da Costa e Castro. Na sua intervenção, o ex-ministro da Segurança Social fez questão de realçar o importante papel e a enorme cobertura de instituições sociais de que usufrui o nosso país. Esta realidade, no interior, tem não apenas uma importância cabal na prestação do serviço social a que o Estado está obrigado, mas tem igualmente um forte peso na economia local, dada a empregabilidade direta e indireta que as instituições garantem.

Terminada a primeira exposição, houve oportunidade para debate, com um leque alargado de quesões colocadas ao interveniente, ás quais foi respondendo agrupadamente. O tempo não permitiu, mas muitas outras dúvidas e inquietações havia para manifestar.

Teve lugar um pequeno intervalo, para um coffe break.
O segundo painel: “Respostas sociais e/ou caridade?”, moderado novamente pelo Pe Amadeu, foi da responsabilidade do Rev. Pe José Baptista, pároco das Antas, na diocese do Porto, e presidente da UDIPSS, no mesmo distrito. Com um discurso bastante claro e atrativo, relevando continuamente a centralidade da pessoa humana no serviço social que as instituições e o Estado devem prestar, defendeu veemente que todos – diretores, técnicos, colaboradores e utentes – devem ter um papel igualmente ativo dentro dos centros e lares, na construção de uma história comum.  No final abriu-se novamente espaço à discussão, com algumas questões colocadas pelo público.

Para concluir, o Engenheiro Lima Costa, deputado à Assembleia da República, deixou resumidamente um conjunto de significativas interpelações aos presentes, no sentido de uma cooperação cada vez mais indispensável e concreta entre os intervenientes na ação social, e a premente necessidade de um trabalho em rede por parte das instituições, por forma a rentabilizar os recursos e as estruturas, minimizando o esforço financeiro de todos.

O balanço feito desta ação de formação foi bastante positivo. Fica o desafio de que outras iniciativas venham a surgir neste âmbito.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 88/09, n.º 4446, 30 de janeiro de 2018

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