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Semana Nacional Cáritas na Diocese de Lamego


A Semana Nacional da Cáritas, iniciada no dia 29 de Fevereiro sob o tema “Uma só Família Humana, Cuidar da casa Comum”, marcou a agenda da nossa diocese especialmente pela realização de uma conferência no Centro Paroquial de Almacave. O momento de partilha, organizado pela Cáritas Diocesana de Lamego e pela Conferência Vicentina de Almacave, aconteceu no primeiro dia do corrente mês, tendo iniciado pouco depois das 21:00h e terminado pelas 23:00h. No cartaz publicitário, o título que sobressaía era “Cuidar do outro”, porém, à medida que os conferencistas Juan Ambrosio (mestre em teologia e professor na Universidade Católica Portuguesa) e padre José Manuel Pereira de Almeida (secretário da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e Assistente da Cáritas Portuguesa) foram expondo aquilo que tinham preparado, percebeu-se que esse “cuidado” seria refletido numa perspetiva mais ecológica, indo, assim, de encontro ao slogan nacional.

A presidente da Cáritas Diocesana de Lamego, Isabel Mirandela, foi a primeira a intervir, saudando todos os presentes e apresentando os conferencistas. Seguiu-se a partilha do padre José Manuel, quase inteiramente dedicada a expôr alguns pontos essenciais da Carta Encíclica “Laudato Si’ ”, para melhor se entender que o cuidado do outro se realiza também pelo cuidado do planeta, a casa comum. Sabemos, por exemplo, que, com uma catástrofe ecológica, os mais frágeis (mais afetados) são sempre os mais pobres, pelo que, se tivermos um papel ativo na prevenção dessas catástrofes, estamos a ter um papel ativo no cuidado do outro. Neste dinamismo do cuidar, o padre José Manuel Pereira de Almeida encontrou relação com o célebre “Ver, Julgar e Agir” da Ação Católica, apontando para um “Olhar, Apreciar e Transformar” necessários para a urgente mudança do estilo de vida que nos é proposta.

Com o professor Juan Ambrosio vieram vários alertas, para olharmos ao que andamos a fazer e a como andamos a “resolver” os problemas. Não sendo o Ser Humano apenas espírito, a Fé, como nos diz S. Tiago, tem que ser também visível em obras. Nesse sentido, com um humor acutilante, o professor Juan demonstrou que, se a oração que cada um faz não traz consequências práticas para a sua vida, como o fechar de uma torneira quando a água corre desnecessariamente, então há ainda opções a rever e a “converter ecologicamente”. A conversão ecológica é, desta forma, uma conversão comunitária. A realidade em que vivemos pouco vai mudando, tem que mudar é o olhar sobre essa realidade, que precisa de ser purificado para conseguirmos “ver de outra maneira”. Esta “outra maneira” tem a ver com aquilo que é o Bem Comum. Vivemos num tempo em que somos constantemente convidados a colocar o nosso bem e o nosso conforto à frente do dos outros, o que não é bom. Desta tendência pode surgir uma outra contrária, que, sendo melhor, não será a ideal: colocar sempre o bem dos outros antes do nosso. Foi concluindo o professor Juan que talvez a crise ecológica seja a altura certa para descobrirmos que a melhor (e única?) forma de caminharmos enquanto comunidade humana é a da descoberta do verdadeiro Bem Comum. Neste, o nosso bem está no bem dos outros e o bem dos outros está no nosso bem.

Com o fim das intervenções veio um espaço de tempo para o debate, no qual foram colocadas questões a ambos os conferencistas.

A última palavra foi de quem teve a primeira: Isabel Mirandela agradeceu aos oradores, a todos os presentes e aos três padres da comunidade de Almacave pelo acolhimento daquela iniciativa.

Diogo Martinho, SML, in Voz de Lamego, ano 88/14, n.º 4451, 6 de março de 2018

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