Diocese, Imagem e Memória

Exposição no Museu Diocesano

Sem identidade não há património, mas sem património pode existir identidade, sendo, no entanto um e outro a forma mais distinta de se explicarem. É em conformidade com este pressuposto que o Museu Diocesano de Lamego revela ao público o núcleo de fotografias de D. João Campos Neves e de D. António José Rafael, acompanhado da exibição de artigos e reportagens jornalísticas do Voz de Lamego dirigido pelo célebre cónego Correia de Noronha.

A exposição atravessa o final da primeira metade e princípio da segunda metade do século XX, sobretudo durante o priorado de D. João, conduzindo a narrativa da situação política e religiosa internacional, espelhada na Diocese e na Cidade de Lamego, tendo como guião de partida as memórias dos visitantes, o seu conhecimento do acontecimento transmitido de forma escrita e oral, pela história e pelas estórias.

A exibição está organizada de forma é que o visitante seja desperto, retraído, motivado e confrontado sobre o que vê. A partir da introspeção, da ideia do acontecimento, dos seus preconceitos em contacto com a visão fotográfica e jornalística, poderá construir o julgamento sobre a realidade social, política e económica do passado. Uma reflexão que o deverá levar a compreender a identidade, a sua história, e a sua individualidade como dependente do Outro, passado, presente ou futuro e, portanto, em inevitável consequência e comunhão.

 São 7 os expositores fotográficos distribuídos pela galeria, alinhados a um cubo central representativo da narrativa no tempo do acontecimento diocesano, nacional e internacional. As imagens sucedem-se em maior e menor tamanho, projetadas e em vídeo. Elas gravam a sociedade, mas também a memória de bispos, Núncios, representantes da Santa Sé, chefes militares e de estado em visita à Diocese.

Não sendo o conceito inovador, mostra-se atual, porque reproduz na ideia outras exposições museológicas nacionais, mas também aproveita os materiais existentes e reconstrói outros. Ao público leva-se um espaço de exibição planeado tendo em conta a projeção de luzes, a importância do silêncio, a resposta sensorial à música e a reflexão sobre o tempo. Nesta viagem não se impõe um discurso, colocam-se discursos que o visitante se dispõe a interpretar, julgar e construir.

A exposição estará patente ao público no Museu Diocesano de Lamego a partir de 5 de junho até 31 de julho.

Conta com o apoio de Nany Cabral Fotografia e de todos os agentes sociais e religiosos dispostos.

 

in Voz de Lamego, ano 89/26, n.º 4513, 2 de junho de 2019



Categoria
Exposições
Data
5 de junho de 2019 - 31 de julho de 2019
Local
Museu Diocesano de Lamego

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