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Pe. Luís Alberto Ferreira Seixeira na eternidade de Deus

Natural de Ferreirim, freguesia de concelho Sernancelhe, o Pe. Luís Seixeira nasceu a 11 de setembro de 1969, filho de José Vicente Seixeira e de Maria Inês Ferreira Seixeira.
Seguindo os passos do seu irmão, Padre António Seixeira, também já falecido, ingressou no Seminário Maior de Lamego. Foi ordenado diácono, na Sé de Bragança, a 7 de maio de 1995, e presbítero, na Igreja Matriz de Ferreirim, a 17 de setembro de 1995, pelo Bispo de então, D. Américo do Couto Oliveira.

Foi nomeado pároco de Cedovim, Custóias e Sebadelhe, em 1 de novembro de 1995, desempenhando também as funções de capelão militar. Em 4 de outubro de 2000, foi nomeado pároco da Cunha, Granjal, Vila da Ponte e Ponte do Abade. No mês de maio de 2002, foi como capelão militar para Timor, regressando em fevereiro de 2003, retomando os trabalhos paroquiais, deixando a capelania de Ponte do Abade, a 16 de outubro de 2003. Foi nomeado pároco de Ervedosa do Douro, Soutelo do Douro e Nagoselo do Douro, a 6 de outubro de 2005. A 24 de agosto de 2010, assumiu a paroquialidade do Sarzedinho e de Casais do Douro, deixando a paroquialidade de Soutelo e Nagoselo.

Como capelão militar, atualmente Tenente Coronel, "iniciou o seu ministério na Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança em 1998, e atualmente prestava serviço no Centro de Tropas de Operações Especiais, em Lamego e, até há pouco, no RI 13, em Vila Real. Entretanto, no longo período dos vinte e cinco anos, como Capelão, serviu em diversas Unidades, expressão do coração de Pastor, coração imenso, que era, de facto, o seu: no RI 15 – Tomar (1999); no RE 3 – Espinho (2000); Área Militar de São Jacinto – Aveiro (2007); CTOE – Lamego (2010); EA – Mafra (2015); COMANDO PESSOAL – Porto (2017); CTOE – Lamego + RI 13 – Vila Real (2020)".

Faleceu no dia 8 de março, no Hospital de são Teotónio de Viseu, aos 53 anos de idade.
O funeral realizou-se na sua terra Natal, com a presença de um grande número de pessoas, conterrâneos e amigos, familiares e paroquianos das comunidades que lhe estavam confiadas, muitos militares, nomeadamente chefias, generais, Comandante do Exército, o Comandante Supremo das Forças Armadas, e Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Da vida militar, a presença de vários capelães, com o seu Bispo, D. Rui Valério. Presidiu à santa Missa, o nosso Bispo, D. António Couto, rodeado de parte significativa do presbitério da diocese de Lamego.

O ambiente, como é natural quando se trata de uma pessoa ainda muito jovem, era de grande consternação, tristeza e sofrimento. Falando deste contexto, no início da homilia, e depois dos cumprimentos formais e habituais nestas circunstâncias, o Sr. Bispo dirigiu o seu olhar e as palavras especialmente para o pai do Pe. Luís Alberto Seixeira, e outros familiares, manifestando solidariedade, animando-o com palavras afetuosas e com a certeza da oração, reconhecendo os vários momentos em que a família foi atravessada pela dor. De facto, salientou D. António, há situações em que as palavras não dizem muito, estão a mais, mas há a Palavra de Deus que nos envolve e que preenche os silêncios que as nossas palavras produzem. Na verdade, partindo do Evangelho que narra o encontro de Jesus com a Samaritana, junto ao Poço de Jacob, o Sr. Bispo fez-nos ver que a água viva com que Jesus sacia a nossa vida, é a Sua vida. Em Cristo, fomos batizados, tornamo-nos novas criaturas, foi-nos dada a vida eterna, uma vida que nenhuma bala pode destruir, que nenhuma vala, onde o nosso corpo um dia será depositado, pode fazer desaparecer. É esta água viva que Jesus dará à Samaritana, a eternidade; é esta eternidade que o Padre Luís Alberto recebeu pelo batismo e que ninguém lhe poderá tirar. Na verdade, todos somos frágeis, somos nada, regressamos à terra, à inexistência, se não formos salvos pelo amor de Deus, pela vida que nos é dada em Jesus Cristo. Com efeito, como refere são Paulo, Jesus Cristo morreu por nós, quando éramos pecadores, resgatando-nos para Deus. Jesus deu a vida por todos, antes de o merecermos, para que tenhamos a vida eterna. Esta é a nossa fé, a nossa esperança! Jesus morreu para que a morte não seja e não saia vencedora, para que nada nos separe do amor de Deus, nem sequer a morte.

Depois da comunhão, D. Rui Valério, Bispo das Forças Armadas, tomou a palavra para testemunhar a vida de serviço do Padre Luís Seixeira na vida militar, em diversas unidades, com simplicidade, mas em espírito de obediência também ao seu bispo diocesano. O desafio foi a que estejamos com os olhos e o coração desperto, para percebermos os sofrimentos do outro e lhe acudirmos. Como Jesus percebeu o que ia no coração da Samaritana, também a nós nos cabe esta atenção às palavras e silêncios daqueles que caminham connosco ou estão ao nosso cuidado, para os ajudarmos, tanto quanto possível.

A celebração terminaria no cemitério local, com o disparo, por parte dos militares, de salvas de tiros, com as orações finais, e com a recolha da Bandeira Portuguesa, que esteve colocada no caixão durante toda a celebração, sendo cerimonialmente dobrada pelos militares, sendo entregue ao pai do padre Luís Seixeira, bem como as condecorações e medalhas e o boné do uniforme n.º 1.

Deus lhe dê a paz e o descanso dos justos. Que o Pe. Luís Seixeira, junto de Deus, interceda também nós, pelo seu pai, pela diocese de Lamego e seus diocesanos, pelos militares, pelos amigos e família, e que, no aconchego da mãe e do irmão, continue a ser bênção para os que continuam esta peregrinação neste chão, com a alma ligada ao Senhor do tempo e da história.

 

in Voz de Lamego, ano 93/17, n.º 4697, 15 de março de 2023

 

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