Formação anual do clero lamecense

Embora estivesse inicialmente prevista para fevereiro, como aconteceu nas últimas vezes, este ano realizou-se em março. Foi nos dias 17 e 18 deste mês que decorreu a Formação Anual do Clero, da diocese de Lamego.

Sob o tema “A oração e o Ano Jubilar” e sob a orientação do Padre António Sant’Ana, sacerdote jesuíta, coordenador europeu da Rede Mundial de Oração do Papa, a formação teve lugar no Seminário de Lamego, na qual participaram 27 clérigos.

Em pleno tempo da Quaresma e num ano particularmente importante como este que estamos a viver, do Jubileu, a primeira grande observação do orientador foi clara e incisiva: “Na oração não há paragens, nem fases estacionárias. Ou se avança e se desenvolve cada vez mais a forma como se reza, ou então começa-se a regredir. É como um barco a remos que se dirige para a nascente de um rio: ou se rema incessantemente ou, parando de remar, a corrente arrasta o barco para trás”. Por isso, a oração requer tempo, disciplina e aprendizagem. Quer isto dizer que “não se conquista nenhuma virtude sem esforço” (João Cassiano).

Através de alguns documentos que foi fornecendo aos presentes, o Padre António Sant’Ana, foi especificando os necessários meios, métodos e procedimentos para desenvolver as duas dimensões da oração: a pessoal e a comunitária.

Na oração, como em quase tudo na vida de um cristão, o mestre é sempre Jesus Cristo. É d’Ele que recebemos as maiores lições do que rezar e do como rezar. E a partir d’Ele compreendemos que a oração deve ser ‘o primeiro desejo do dia; é uma arte a praticar com insistência; é um espaço de solidão; é o lugar onde percebemos que tudo vem de Deus e para Ele tudo volta’. Esta mesma oração pode assumir várias formas: ‘adoração; louvor e ação de graças; intercessão; súplica’. Os modos de a fazer são também diferentes: ‘oração vocal; meditação; contemplação’. Além da oração pessoal, os ambientes em que ela acontece devem ser igualmente distintos: ‘oração na comunidade, em que a liturgia assume um papel de relevância; oração em família, lugar onde primeiro se aprende a rezar e a dizer obrigado a Deus; oração dos jovens, nas variadas experiências que a Igreja lhes pode proporcionar; a oração na catequese, como fase privilegiada para essa aprendizagem’.

Por experiência própria, cada um já se deu conta das inúmeras dificuldades que se levantam na hora de rezar: ‘a não evidência de Deus na nossa sociedade; a tentação do imediatismo nos resultados; a hora e o lugar pouco propícios; a aridez de ficar pelo sensível sem descer ao espiritual; o mero cumprimento da obrigação; a falta de métodos adequados’.

No primeiro dia de formação, além da transmissão de conteúdos, houve um tempo para pôr em prática o que ia sendo transmitido. A partir de textos fornecidos pelo formador, depois de uma meia hora de leitura e oração pessoal, deu-se espaço à partilha da experiência feita e do que mais intimamente tocou cada um.

O segundo dia, apenas a manhã, foi ocupada com a divulgação daquele que é o trabalho da Rede Mundial de Oração do Papa, recentemente criada por vontade do Papa Francisco, e sob a égide dos jesuítas, este organismo apresenta-se como uma “restauração” do tradicional Apostolado da Oração. O seu coordenador europeu, que orientou esta formação, deu a conhecer os objetivos fundamentais desta Rede Mundial e de toda uma panóplia de meios e métodos de oração, a maioria deles em formato e suporte digital, que têm sido uma resposta muito satisfatória ao ritmo de vida das pessoas do nosso tempo e uma presença importante nas redes sociais, onde tanta gente passa boa parte do seu dia a dia.

 

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 95/19, n.º 4796, de 26 de março de 2025

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