Decorreu nos dias 26 a 29 de dezembro, o Convívio Fraterno 1493, no seminário de Lamego. 22 jovens viveram este encontro com Jesus, consigo mesmos e com os outros, para poderem cantar de alegria, neste tempo de Natal, como Simeão: “Meus olhos virão a Salvação que oferecestes a todos os povos”.
Fica o testemunho de uma conviva do 1493:
Sou a Bárbara, sou de Penude e recentemente fui convidada a realizar Convívio Fraterno.
Antes de participar, confesso que questionava o mistério que envolve este encontro. Para quê tanto segredo? Porque é que não dizem logo tudo de antemão? Hoje, após ter mergulhado nesta experiência, entendo o secretismo perfeitamente: é que há vivências que precisam de ser guardadas no coração antes de serem partilhadas. O segredo não é uma barreira, mas uma proteção da experiência. Ou seja, permite que cada um viva o seu momento sem ideias pré-concebidas ou influências externas.
Portanto, fiz o CF1493 e como já dei a entender, também não irei revelar qual é o segredo. Não o farei porque o Convívio Fraterno não é algo que se explica, é algo que se VIVE.
O que posso dizer é que durante aqueles dias, senti uma transformação enorme, algo que vai muito além do racional. Era como se o peso do mundo tivesse sido aliviado, camada por camada, o que me fez encontrar uma versão mais autêntica de mim mesma. Senti-me renovada.
Aqueles dias mostraram-me, de uma forma clara, que aquele é o caminho para a verdadeira felicidade. Vivemos numa união com Jesus tão profunda que, ao chegarmos ao fim do Convívio, só desejamos uma coisa: que o mundo exterior fosse exatamente como o interior do seminário. E não, não estou a falar do frio gélido do seminário, mas sim do amor do Senhor que brota dentro daquelas paredes.
O meu conselho, do fundo do coração, é este: deixem-se ir. Deixem que Jesus vos toque no coração, que vos mostre o verdadeiro caminho. Deixem que Ele seja o vosso GPS na vida. Aquele que nunca falha, que recalcula a rota quando nos perdemos para nos levar sempre ao destino certo. A vida começa a ter outro sentido quando colocamos tudo nas mãos de Deus.
Se tens curiosidade, vai. Se alguém te convidou, vai. Mesmo que estejas hesitante, vai. Vai, porque ninguém se arrepende (e não achas isso maravilhoso?). Eu fui e hoje sinto uma gratidão enorme por ter dito sim
Bárbara Santos, 22 anos, in Voz de Lamego, ano 96/07, n.º 4832, de 7 de janeiro de 2026



