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Encontro de formação de catequistas

A missão dos cristãos é, antes de mais, evangelizar, levar o Evangelho, não apenas as outras partes do mundo, mas as diferentes dimensões da vida e da sociedade. Evangeliza-se pela palavra e com a vida, pela voz e pela ação.

Para se evangelizar é necessário conhecer Aquele que se anuncia e, mais que conhecer, é preciso fazer a experiência de encontro com Jesus, assumindo-O na própria vida, deixando que Ele faça casa em nós, para depois O tornarmos visível e acessível a quantos nos dirigimos. A missão da catequese passa por aqui, conhecer Jesus, escutá-l’O, perceber como o Evangelho pode ser vivido, como transformar o meio em que vivemos, na família, na sociedade, na escola ou no trabalho. Aos catequistas caberá orientar as crianças, adolescentes e jovens neste caminho de descoberta de Jesus, de encontro com Ele, nas páginas da Bíblia, de vivência da fé, de celebração daquilo que se ensina, se vive, se comunica, descobrindo-O nas pessoas e nos acontecimentos do tempo presente.

O departamento da catequese tem apostado na formação de catequistas. No ano pastoral anterior, orientando a formação um pouco mais para a catequese de infância e neste ano para a catequese da adolescência. Os encontros têm-se realizados nos diferentes arciprestados e desta vez foi no Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, com o encontro marcado para o centro paroquial de Tabuaço. Estiveram catequistas de Moimenta da Beira, Baldos, Chavães, Barcos, Vale de Figueira e, obviamente, de Tabuaço.

A equipa do Departamento fez-nos percorrer o desenvolvimento de uma catequese: sessão de catequese (propriamente dita); na semana seguinte, tempos para questões e dúvidas; na terceira semana, uma atividade de voluntariado; finalizando com um momento celebrativo, para o grupo ou para a comunidade.

Como em outras formações, aquilo que é prévio, preparação do espaço, para bem acolher o grupo, e o tempo dedicado ao acolhimento. O tema da sessão poderá ser desenvolvido com recursos diferentes, sem esquecer a utilização da Bíblia, como ponto de partida, de aprofundamento, de confrontação com a realidade, como expressão do compromisso cristão, ligação a Deus e aos outros. Nunca esquecer, a coerência entre o que se diz e o que se faz. O catequista não o é apenas dentro da sala, é-o no exterior, na igreja, no café, em qualquer lugar e ambiente.

O segundo momento, relacionado com a temática tratada, será dedicada a questões, clarificação de dúvidas, não com respostas feitas, mas procurando que os próprios catequizandos discutam, reflitam e chegue a respostas ou a novas perguntas. Para preparar este encontro poderá ser necessário, previamente, combinar com algum dos catequizandos uma questão, para depois desbloquear a intervenção dos demais.

A catequese há conduzir a atitudes concretas, pelo que proporcionar um momento de solidariedade/voluntariado também gera a tradução e concretização do Evangelho, levando à prática o que se aprendeu, se refletiu nas sessões mais teóricas da catequese. Este momento pode ser na comunidade, na visita aos doentes, na visita a um lar, na recolha de bens alimentares, por exemplo, colaborando com o Banco Alimentar Contra a Fome ou noutras iniciativas solidárias.

O quarto momento será celebrativo, na sala, ou noutro espaço, em grupo ou com a própria comunidade. Celebrar o que se refletiu, o que se viveu, recorrendo a textos da Bíblia, dando algum tempo ao silêncio, a partilha sobre um texto, oração dos fiéis, espontâneas, por exemplo, ainda que, também aqui previamente, possa já preparar-se com um dos membros, para que não fiquem todos a olhar uns para os outros…

A Eucaristia, para as catequistas, como para os catequizandos, há de fazer parte da catequese, da vida cristã, do compromisso comunitário. A fé que nos liga a Jesus, liga-nos em comunidade. A Eucaristia traz-nos o mistério da morte e da ressurreição de Jesus. Somos participantes deste mistério e celebrá-lo é deixarmo-nos tocar pela Sua presença que nos transforma e que nos levará a partilhar a alegria deste encontro.

Do encontro fez parte também um lanche, a meio da manhã, preparado pelas catequistas anfitriãs. Coube ao Arcipreste, Pe. Fernando Albano, agradecer a presença dos elementos do Departamento Diocesano da Catequese e que os seus ensinamentos sejam, nesta como em outras ocasiões, oportunidade para melhor evangelizar, a comunidade e, neste caso concreto, as crianças, adolescentes e jovens.

 

Raquel Pinto, in Voz de Lamego, ano 96/11, n.º 4836, de 4 de fevereiro de 2026

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