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Pe. Ildo de Jesus completou 50 anos de pároco

No dia 13 de setembro de 1970, o Pe. Ildo Aníbal de Jesus Silva, natural de Cedovim, Vila Nova de Foz Côa, entrava como pároco nas paróquias de São Martinho de Chavães e São Silvestre de Arcos, na Zona Pastoral de Tabuaço. No mesmo dia, neste ano da graça de 2020, a Paróquia de Chavães houve por bem assinalar as suas Bodas de Ouro de paroquialidade.

Os condicionamentos próprios da pandemia levaram a uma maior discrição, pois havia, originalmente, a ideia, do próprio pároco, de envolver as duas paróquias que lhe estão confiadas, Arcos e Chavães. Porém, e seguindo as orientações da DGS e as normas da CEP, a opção por uma celebração festiva mais sóbria, e com um Porto (Tabuaço) de honra, para felicitar o serviço dedicado do Pe. Ildo nestas paróquias, sem esquecer também a paroquialidade em São Miguel de Nagosa, durante alguns anos.

A diocese de Lamego fez-se presente pelo seu Bispo, D. António Couto, que aceitou, com alegria desmesurada, logo que convidado. Presentes também o Arcipreste, e pároco de Tabuaço, o Município na pessoa do seu Presidente, Eng. Carlos Carvalho, a Junta de Freguesia, com os seus membros, colaboradores próximos da paróquia e do Pe. Ildo, e um número significativo de paroquianos, respeitando o distanciamento físico, usando as máscaras e higienizando as mãos. Para a animação coral foi convidado o Grupo Coral da Paróquia de Tabuaço.

A preceder a celebração eucarística, foram oferecidas, ao Pe. Ildo, 50 rosas pelos 50 anos de pároco e também um quadro que o mostra a invocar a bênção de Deus, tendo como imagem de fundo a igreja-edifício. Netas duas ofertas, as razões da homenagem, agradecendo a Deus por estes 50 anos de proximidade, de serviço e dedicação à comunidade paroquial e às suas gentes.

Deu-se início à celebração da Eucaristia, XXIV Domingo do Tempo Comum, com o Sr. Bispo, desde logo, a manifestar a alegria de estar, de estarmos, a celebrar o Dia do Senhor, fazendo festa pela vida nova que é a Ressurreição de Jesus, e nesta festa colocarmos, especialmente, o ministério sacerdotal do Pe. Ildo.

Na homilia, D. António, partindo do Evangelho deste dia, começou por colocar em evidência a pergunta de Pedro a Jesus: quantas vezes deverei perdoar, até 7 vezes? A resposta de Jesus conhecemo-la bem: não até sete vezes, mas até setenta vezes sete, isto é, sempre. Pedro, como nós, julgou estar a ser muito generoso. No seu tempo e no contexto cultural e religioso, três vezes era o máximo que se podia perdoar, mais do que isso já ficava fora das cogitações humanas. Ora, Pedro achou que estava a ser generoso. Mas logo Cristo lhe diz que nestas coisas não se conta pelos dedos ou com a máquina de calcular, mas pelo coração, pela misericórdia infinita de Deus, sempre e sem condições.

No Evangelho, Jesus narra a história de um senhor, um rei, no qual visualizamos Deus, visualizamos o próprio Jesus, que ajusta contas com os seus súbditos. Vem o primeiro que lhe deve 10 mil talentos, correspondente a 174 toneladas de ouro; não tendo com que pagar, pois é uma fortuna incalculável, o senhor manda-o prender até que pague tudo quanto deve. Então o servo pede um prazo. E que faz o rei? Não alarga o prazo! Perdoa-lhe tudo. É uma enormidade. Jesus mostra como o perdão, o amor, é mais valioso que a maior fortuna do mundo. Um só ato de perdão vale mais do que 174 toneladas de ouro. A riqueza vale pouco quando falta amor, paz, perdão, bondade. Como aquele homem que era tão pobre, tão pobre, que só tinha dinheiro! Deus coloca nas nossas mãos, e no nosso coração, uma riqueza imensa, uma fortuna, façamos uso dela, no perdão e no amor.

Foi isso, prosseguiu o Sr. Bispo, que fez o Pe. Ildo ao longo de 50 anos como pároco, em São Martinho; como São Martinho, que partiu a capa ao meio para a dar, também o Pe. Ildo se deu a favor dos seus paroquianos, ao longo do tempo, esbanjando a bênção, a paz, o perdão, o amor, servindo de forma pacífica. Por isso lhe estamos gratos, a Diocese e o Arciprestado e os paroquianos. Que Deus lhe dê vida e saúde, o abençoe para continuar a distribuir esta riqueza do perdão e do amor.

No final da Eucaristia, o Pe. Ildo tomou a palavra para agradecer ao Sr. Bispo, ao Município, à Junta de Freguesia, e todos quantos se associaram a este momento. Falou da sua vida como padre, da Congregação do Espírito Santo, tendo estado em África, no Zaire e em Cabinda, durante 18 anos, e como gostava de ser missionário, pois ainda se sente africano, mas em obediência, que aprendeu na Congregação, por vontade da mãe e das irmãs, aceitou o mandado do então Bispo de Lamego, D. João da Silva Campos Neves, e iniciou a sua vida como pároco.  A sua preocupação foi sempre dar o melhor, abençoando e rezando por todos os paroquianos, para que se mantivessem e se mantenham fiéis à sua condição de batizados.

No final, o bolo de aniversário e o Tabuaço-de-honra, felicitando o Pe. Ildo e desejando-lhe vida e saúde.


in Voz de Lamego, ano 90/40, n.º 4575, 15 de setembro de 2020

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