Previous Next

Presbitério de Lamego em retiro

Motivado pelo exemplo generoso e alegre dos Magos, à procura de novos caminhos, o Clero da Diocese realizou o seu retiro espiritual, marcado, tradicionalmente, para a reta final da quadra natalícia, de treze a quinze de janeiro.
Orientou-nos nesta caminhada, o Senhor Cardeal D. Manuel Clemente, Patriarca emérito de Lisboa. Natural de Torres Vedras, nasceu em 16/07/1948, foi ordenado presbítero em 29/06/1979, sendo a sua nomeação episcopal em 22/01/2000. Nomeado Bispo do Porto em 22/02/2007, foi, até há pouco (2023), o 17º Patriarca de Lisboa. É licenciado em História e em Teologia, doutorado em Teologia Histórica. Por várias vezes prestou serviços de pregação de retiros e outros na nossa Diocese. Homem de uma cultura invulgar e ao mesmo tempo de uma simplicidade cativante apresentou a sua vida em 4 etapas: Auxiliar de Braga, Bispo do Porto, Cardeal de Lisboa e, agora, Auxiliar dos Padres.
O tema escolhido foi uma reflexão sobre alguns pontos da Carta Apostólica “Uma Fidelidade Que Gera Futuro” a primeira de Leão XIV, de 08/12/2025.
Depois de nos referenciar a realidade atual de fadiga, de medo, de fuga e de expectativa do que vai acontecer no futuro próximo no aspeto sociopolítico e eclesial, indicou-nos a Carta Apostólica como referência à nossa fidelidade que gera futuro.
Na sequência da sua vontade, expressa por ocasião da comemoração do 60.º aniversário do Concílio Vaticano II, o Papa Leão XIV propôs uma releitura no original dos Documentos Conciliares numa análise direta e não em comentários estranhos. Tendo em conta a centralidade eclesial da nossa vida, pôs-nos em antena para a partilha, abnegação, esperança, solicitude e abertura do coração, perante a evolução complexa do tempo presente nas entranhas do mundo que nos rodeia e ao qual não podemos ser indiferentes.   

Primeiro Dia: Refletiu-se nos números 1 e 4 da Carta Apostólica.
“Os presbíteros são chamados também hoje a uma fidelidade que gera futuro…”
Fidelidade a um Deus que nos procura, que é nosso Criador constante, na eterna criação como ato divino permanente.
Aponta para o futuro, pois Deus connosco cria futuro. Este futuro não existe, mas vai-se criando lentamente. “O meu Pai trabalha sempre, portanto Eu, também, trabalho” (João 5, 17). É a criação permanente da atividade incessante de Deus.
Se as coisas não acontecem não é porque Deus não queira mas porque nós nem sempre colaboramos. É o esbanjamento dos seus dons em nós, dado que a Pastoral tem três ângulos: 1. Pastor, 2. Ovelhas 3. Pastagens. Só em harmonia dos três se dará a conversão. Porém, tudo parte de Deus. Ninguém se converte pela palavra do homem mas pelo Espírito Santo. Perseverar na nossa missão apostólica oferece a possibilidade de nos interrogarmos sobre o futuro do ministério, ajudando os outros a experimentar a alegria da vocação sacerdotal.
A fidelidade a Deus orienta a nossa vida pastoral a atingir o coração das pessoas e comunidades e a levá-las às pastagens verdejantes que são a Palavra de Deus.

No segundo dia falou-nos na nova evangelização. Um tema já posto em cima da mesa por João Pauto II e que volta novamente pela palavra do novo Papa com contornos diferentes, pela evolução da ciência como a Inteligência Artificial, pela conexão permanente, em rede, através dos “media” pelas novas realidades que surgem no mundo e na igreja no que se refere à imigração, sente-se a exigência de novos métodos. Daqui a nova evangelização que leva à procura de novas expressões, novos desafios, à ligação em rede em comunhão contínua, numa atuação cada vez mais colegial, na cooperação entre presbíteros, diáconos e todo o povo de Deus onde a sinodalidade tem um lugar preponderante (n.º 22).

No terceiro dia, tratou-se da Identidade do Presbítero. Esta constitui-se em torno do ser para e é indissociável da sua missão (n.º 23).
O ministério sacerdotal proposto por Leão XIV centra-se no Humanismo Cristão voltado para fora da Igreja e centrado no Homem do nosso século. O único sacerdote é Cristo e nós estamos ligados a Ele no oferecimento de nós próprios e na oferta dos Homens ao Pai. É nesta caridade pastoral, ou seja, o amor do Bom Pastor que cada sacerdote pode encontrar equilíbrio na vida quotidiana.
Finalmente o Conferente expôs alguns aspetos curiosos referentes à sua participação no último Consistório em Roma.
A longa experiência, partilhada connosco, por parte do senhor Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente ao serviço da Igreja em vários locais e situações eclesiais, deixou em todos, uma ânsia de busca de novas linhas de pastoral e de progresso pessoal.

Terminamos o retiro com a Eucaristia oferecida em sufrágio das almas dos sacerdotes falecidos durante o ano de 2025.
Após o almoço um agradecimento por parte do nosso Bispo, Sr. D. António Couto, ao Sr. Cardeal, foi sublinhado com uma salva palmas.    

Despedimo-nos e cada um partiu para o seu campo de trabalho pastoral

 

Artur Mergulhão, padre

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

A acontecer...

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

Pesquisar

Redes Sociais

Fale Connosco

  254 612 147

  curia@diocese-lamego.pt

  Rua das Cortes nº2, 5100-132 Lamego.

Contacte-nos

Rua das Cortes, n2, 5100-132 Lamego

 254 612 147

 curia@diocese-lamego.pt

 254 612 147